#Estudo
LANÇAMENTO: MULHERES QUE SUSTENTAM O CLIMA

É irônico como no Brasil, especialmente em um contexto de mudanças climáticas, aquelas que mais cuidam da vida — da vida dos animais, da vida das árvores, da vida dos filhos e da vida da comunidade — sejam também aquelas mais ameaçadas de perder a própria vida.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres representam cerca de 80% das pessoas deslocadas por eventos climáticos extremos no mundo e são responsáveis por até 80% da produção alimentar de subsistência em economias rurais. 

Esses números revelam um duplo atravessamento: as mulheres são as que mais perdem suas casas e seus meios de vida quando o clima se agrava. Mas são também as que seguem sustentando a produção de alimento e o cuidado com a terra antes ou depois da perda. 

Nesse cenário de inúmeras desigualdades, violências e descaso com quem cuida da terra, acreditamos que só é possível compreender a crise climática quando escutamos quem a enfrenta todos os dias. Quem cuida da terra, da família e do clima quando as crises se acumulam? E como essas pessoas estão sendo tratadas, o que fazem para lidar com tamanhos desafios? Como o cuidado atravessa a vida delas? Como nasce uma defensora? E por que elas continuam a defender a vida?

SOBRE O ESTUDO

Respondendo a essas perguntas, anunciamos o lançamento de “Mulheres que Sustentam o Clima: Defensoras Climáticas no Cuidado com a Rede da Vida”. Esse estudo foi feito a muitas mãos, no âmbito do programa Defensoras por Defensoras, em parceria com o Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste, IEB, Apremavi, Comitê Chico Mendes e ICV, com apoio da Fundação Avina, por meio da iniciativa Clima e Cuidado. O estudo é fruto de um longo processo de escuta de 26 mulheres defensoras climáticas, que partem de diferentes histórias, contextos, regiões e vivências.

O que encontramos foi uma rede invisível de cuidados sustentando a rede da vida. Mulheres que enfrentam ameaças, perseguição e violência institucional, mas que seguem produzindo alimento, preservando sementes, transmitindo saberes ancestrais e reconstruindo suas comunidades depois de cada desastre. Como diz uma das defensoras ouvidas nesta pesquisa, cuidar do território é cuidar do clima.

O principal objetivo deste estudo é entender porque mesmo diante de tantas violências, as defensoras climáticas continuam se dedicando na defesa dos seus territórios e como o cuidado atravessa seu ativismo. 

O que você vai encontrar nesta publicação: 

  • Contexto da urgência 
  • Como foi feito o estudo 
  • Conceitos fundamentais para entender o trabalho das defensoras 
  • Resultado das entrevistas: Quem são, o que sabem, o que propõem e demandam? Por que continuam? 
  • Horizonte de chegada e recomendações e Defensoras e Cuidados nas políticas públicas 

BAIXE AQUI O ESTUDO COMPLETO.

Assista à live do lançamento do relatório  “Mulheres que Sustentam o Clima: Defensoras Climáticas no Cuidado com a Rede da Vida”, com 15 das defensoras climáticas participantes do estudo e organizações parceiras que participaram do encontro.

“Este conteúdo não representa, necessariamente, a opinião do Observatório do Clima ou de qualquer um de seus membros.”

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